Nas eleições de 2010, o humorista Tiririca, em um dos vídeos de campanha no horário eleitoral, perguntava: "O que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei. Vota em mim, que depois eu conto. Pior do que está não fica". Nas outras aparições, a essência das peças publicitárias eram semelhantes. Engraçadas e nada mais. Nenhuma proposta política.
Talvez 1.348.295 de paulistas estivessem realmente interessados em saber o que um deputado faz e por isso elegeram o palhaço, tornando-o o deputado mais votado do Brasil nas últimas eleições e o segundo da história, perdendo apenas para Enéas Carneiro, que fora eleito também por São Paulo, em 2002, com 1.573.642 de votos.
Depois de alguns meses trabalhando no Congresso, Tiririca disse que já sabia qual era a função de um parlamentar: "É uma pessoa que trabalha muito e produz muito pouco. Um deputado fala e nenhum presta atenção nele. Outro dia mesmo tinha um fazendo um discurso superbacana, sobre edudação. Outro pediu a palavra e reclamou:'Já pedimos para instalarem tomadas novas aqui e não instalaram´. É uma coisa de louco."
O trabalho de um deputado federal é fundamentalmente legislar e fiscalizar os demais poderes. Além dessas funções, também cabe votar o Orçamento da União, que são os gastos que o governo federal terá com saneamento, infra-estrutura, saúde, educação, segurança pública, etc.
Nós brasileiros comuns, que elegemos nossos representantes, somos os que devemos fiscalizar o trabalho deles. Como podemos fazer isso?
Entrando no Portal da Câmara dos Deputados (http://www2.camara.gov.br/), podemos acompanhar a atuação de cada um. No Relatório de Presença em Plenário, vemos a frequência por sessão, por dia e também as justificativas por ausência. Temos também a possibilidade de consultar as proposições feitas ou relatadas, presença em comissões e votação em plenário.
Atualmente, a Câmara dos Deputados é formada por 513 membros, que recebem um salário mensal de aproximadamente R$ 16.000,00. A quantidade de deputados é estabelecida no ano anterior às eleições, pois o número de representantes por cada estado é fixado conforme o número de habitantes de cada unidade federativa. Nesse sentido, estados mais populosos elegem mais deputados federais. No entanto, o número máximo de deputados por estado é de 70 e o número mínimo, 8.
Podemos consultar também os gastos do Governo Federal, mantido pela CGU (Controladoria Geral da União), através do site Portal da Transparência (http://www.portaltransparencia.gov.br/). Nele é possível ver as verbas que são transferidas para os municípios e para que são destinadas, por exemplo.
No Brasil, superamos o número de 81 milhões de internautas e somos líderes mundiais em permanecer mais tempo navegando. Se adotarmos o hábito de fiscalizar nossos representantes, é mais fácil saber se os mesmos merecem ser reeleitos ou não. Em vez de generalizar a classe política, devemos observar cada político de forma individual, pois assim é como os elegemos. Enquanto não houver uma reforma política, é o que temos.
Não devemos julgar um político somente pelas manchetes de jornais. A internet é uma excelente ferramenta para contrastar notícias, pesquisar, investigar e controlar o trabalho de cada um. Afinal, temos 513 empregados no Congresso e lhes pagamos um excelente salário para que trabalhem na construção de um país melhor.
A homofobia internalizada é tão prejudicial quanto a que é exteriorizada. A primeira acaba sendo conivente com a segunda e a reforça.
Ditada por regras heteronormativas, a sociedade brasileira ao longo de sua história sempre rejeitou de forma hipócrita qualquer expressão que contrarie a moral e os bons costumes de cara ao público, cujos critérios foram impostos fundamentalmente por questões religiosas.
Muitas vezes, as mãos que usam para esconder o rosto são as mesmas que usam para atirarem pedras, afinal acaba sendo cada um por si e Deus para todos. Deus que é interpretado e utilizado de várias maneiras em um país que é heterogêneo em costumes, mas homogêneo no preconceito e na discriminação.
Permanecer no armário é um direito respeitável, cada um conhece o contexto de seu círculo social e nem sempre é fácil expressar-se de forma sincera. Por medo e covardia, muitos vivem presos, trancados com seus fantasmas. São tão individualistas que não sabem que essa atitude acaba corroborando para sua própria prisão. Mas cada um assume as consequências de suas escolhas. Não conhecem a paz de ser aceito ou rejeitado pelo que realmente é. Para os que assumimos nossa orientação sexual, podemos sofrer preconceitos e discriminações. Mas o mal que recebemos é tão verdadeiro quanto o bem. E para os que se ocultam, o bem que recebem é tão pernicioso quanto o mal do que tentam se defender, pois ele é falso.
Mas o que é realmente inadmissível e indigno de qualquer respeito, são os que permanecem escondidos e se aliam aos que atacam e machucam.
Gays famosos e homofóbicos
Existem homossexuais famosos que estão fora do armário, mas que pela homofobia internalizada e ignorância, justificam-se constantemente, perpetuando o preconceito. Personagens como o falecido Clodovil, Aguinaldo Silva, Agnaldo Timóteo, entre outros, são verdadeiros desserviços para o coletivo LGBT e para a parcela da sociedade que sonha com a justiça de igualdades. Podemos compreender de onde vieram e os valores que lhes foram inculcados, mas ainda assim, são de certo modo, desprezíveis pela passividade e individualismo. Sentem-se aceitos pelo que são, e fingem que realmente é assim. Mas sabem que o classismo no Brasil é outra característica importante e que no fundo são "respeitados" pela fama ou pelo dinheiro que possuem. Essa falsa proteção é "privilégio" para poucos.
Assim como o que compra mercadoria roubada é tão ladrão quanto o que roubou. Os gays homofóbicos que estão fora do armário são cúmplices de todos os crimes cometidos contra os homossexuais. Principalmente os que tem visibilidade e nada fazem. Desprezam a militância e demonstram pavor contra qualquer tipo de bandeira, afinal, para que se preocuparem com os demais? Essa postura é tão repugnante quanto a dos trabalhadores que desejam um aumento de salário, mas que não participam da greve. E logo, beneficiam-se dos resultados positivos, mas não sofrem com as represálias da luta.
O discurso de que a condição sexual não deve ser mencionada, pois isso não é importante, serve para um país onde ninguém morre por ser gay. Por isso sempre aplaudi quando alguém famoso sai do armário e demonstra preocupação com a realidade. Aos que denunciam, os que mostram para o resto da sociedade que a homossexualidade é algo tão natural quanto qualquer outra orientação sexual. Esse gesto contribui para que as outras pessoas entendam que ser homossexual não é algo menor.
Devemos erradicar a homofobia, extirpar o sofrimento de milhares de adolescentes que sofrem bullying e que muitos acabam cometendo suicídio. Pois ser homossexual no Brasil ainda é ser uma aberração. E ninguém quer e gosta de ser rejeitado e apedrejado. Não podemos escolher nossa sexualidade, mas podemos escolher em lutar para que ela seja respeitada. Não pedimos aceitação e nem tolerância, apenas respeito. Como sempre digo, o verbo tolerar por si mesmo é sinônimo de desigualdade de patamares. E ninguém é superior ou inferior pela sexualidade.
Ela está longe de ser considerada a melhor cantora do mundo e tampouco uma excelente atriz, mas não há nenhuma outra figura da música pop internacional que chega perto de ser Madonna.
Não é necessário desqualificar qualquer dessas cantoras que surgiram depois dela, para enaltecer as qualidades e conquistas da que é indiscutivelmente considerada a rainha do pop. É covardia tentar comparar qualquer uma delas com Madonna, assim como é rídiculo alguém tentar compará-la com outras. Ela é hors concours. Mas apesar disso, a comparação com outras artistas, sempre esteve presente na carreira da super star. Desde Cindy Lauper (ótima cantora que foi lançada na mesma época) até Lady Gaga (talentosa e talvez teria superado Madonna se tivesse surgido antes de 1982), passando por uma infinidade de outros nomes pops.
Madonna tem identidade camaleônica e essa característica impede que ela seja definida. Como tentar limitar em algum conceito uma artista que criou tendência e estilo há quase 30 anos e que desde então esteve reinventando-se de forma constante?
Além de pragmática, é sensata e dona de si mesma. Os que trabalharam e trabalham com a filha ilustre de Bay City, são unânimes em dizer que ela é muito determinada. Mas o que poderiam falar de alguém que chegou a uma grande metrópole com pouco dinheiro no bolso e tornou-se uma grande celebridade mundial?
Gosto do trabalho de Madonna, mas não perco o tempo discutindo com quem a considera uma artista menor. Considero que o que nos faz gostar de algum artista ou qualquer outra coisa é, inicialmente, a simpatia. E para isso não há explicação. Além disso o critério do que é bom ou ruim é bastante subjetivo.
Agora se falamos da figura que representa Madonna, a história muda. Admiro a trajetória dela e reconheço a grande importância que ela teve para a liberação da mulher e do homossexual nos anos oitenta, não somente nos Estados Unidos, mas também no mundo inteiro. Quando refiro-me a ela como grande celebridade mundial, não é uma afirmação exagerada e parcial. É a artista pop mais famosa do mundo e que soube se manter durante todo este tempo.
Quando ela surgiu e alcançou o sucesso estrondoso, haviam os que diziam que não duraria muito. O aspecto rebelde passava a sensação de que seria "mais uma estrela pervertida e drogada" que cairia no esquecimento por carência de talento musical ou que morreria de overdose. Mas foi uma previsão preconceituosa e equivocada. Ela nunca foi viciada em estupefacentes e sempre soube administrar muito bem sua carreira. Além de talento e vocação para os palcos, tem perfil nato de executiva. Tornou-se uma marca e representa a revolução dos anos 80 no mundo do pop e que ditou tendência de comportamento naquela época. Toda mulher queria ser como ela, pois encontravam na figura dela, a personficação dos desejos reprimidos por uma sociedade conservadora e machista. Rompeu tabus sexuais e desafiou ditadores religiosos.
Seu último disco lançado no dia 26 do mês passado, MDNA, não é uma obra-prima, mas é infinitamente superior a muitos que se encontram no mercado. E ademais, é sempre delicioso escutar Madonna e saber que ela continua na ativa.
O termo metrossexual surgiu há mais de vinte anos no Reino Unido e tornou-se conhecido através do jornalista britânico Mark Simpsons, para definir o homem moderno que se preocupa excessivamente com a aparência, dedicando-se em encontrar uma imagem fashion para exibir-se ao público. O homem que gasta tempo e dinheiro com acessórios, cosméticos, roupas pautadas pela moda e novas tendências.
Em 2002, David Beckam virou sinônimo desta expressão e foi no ano seguinte, quando veio jogar no Real Madri, que escutei aqui na televisão esse neologismo. Foi nessa época que apareceram metrossexuais pelo mundo inteiro. A palavra que a princípio tem conotação sexual, não determina uma identidade e sim um comportamento. Mas popularmente as pessoas os entendem como heterossexuais extremamente vaidosos.
Há mais ou menos dois anos, homens famosos do mundo inteiro, de diversas áreas, vem aderindo à uma nova moda: pintar as unhas, sejam as das mãos ou as dos pés. David Beckam, Cristiano Ronaldo, Seal, Príncipe Harry, Zac Efron, Al Pacino são alguns dos que já foram fotografados seguindo essa nova tendência. O que sempre fora exclusividade para as mulheres, vem ganhando mais adeptos entre os homens.
A indústria cosmética nas duas últimas décadas vem ampliando os lucros com produtos exclusivamente para homens. E agora por demanda, põe outro item no mercado.
A empresa americana AlphaNail lançou recentemente no mercado esmalte de unha para homens, ofertando uma variedade de cores, com o slogan: "Desenhado para homens. Usados por guerreiros."
A legalização da maconha permitiria taxar sua venda e com isso o tráfico, maior responsável pela criminalidade no país, cairia consideravelmente. Mesmo com imposto alto, o preço seria mais barato e quebraria o comércio ilegal. Não existem números expressivos de crimes consequentes pelo contrabando de álcool e tabaco, essa prática é quase nula, pois economicamente não vale a pena. No ranking de nocividade à saúde, essas duas drogas legais ocupam o primeiro e o sexto lugar, respectivamente, e a maconha fica em oitavo, de acordo com o Comitê Científico Independente para Drogas do Reino Unido.
A lei seca que proibia o consumo de bebidas alcóolicas nos Estados Unidos, nos anos vinte do século passado, teve como consequência o aumento de poder dos mafiosos, o legendário Al Capone surgiu nessa época. Treze anos depois, em 1933, essa emenda constitucional foi abolida e a violência nas ruas foi acabando de forma paulatina.
Independente de valores morais, tento enxergar essa questão de forma pragmática. O que o mundo está constatando é que a guerra declarada às drogas não tem funcionado em nenhum lugar. Os verdadeiros traficantes permanecem livres, são milhonários e nunca vão presos. Existe todo um sistema de corrupção que envolve a classe política e o judiciário. Os que superlotam as cadeias e os cemitérios são os mais fracos, conhecidos vulgarmente como "mulas". O número de presidiários por crimes não violentos relacionados às drogas é alto. Cada preso custa uma média mensal de 1.300 reais ao Estado. Cerca de 80% acaba reincidindo, quando voltam às ruas. Na realidade o sistema carcerário brasileiro é uma verdadeira universidade do crime.
Em alguns países onde os usuários de drogas deixaram de ser criminosos e passaram a ser considerados doentes, a violência também diminuiu e o consumo também. Do ponto de vista econômico e social é mais vantajoso entender a dependência de narcóticos como uma patologia do que como um crime.
A maconha é a droga ilegal mais consumida no Brasil, torná-la legal poderia ser uma via para o Estado garantir impostos e com eles tratar aos dependentes. Abalaria o poder econômico dos traficantes e consequentemente haveriam menos armas em circulação e menos vítimas colaterais.
O governo deveria abandonar a punição aos drogados. Deveria investir mais em prevenção e tratamento. Se o sujeito decide usar droga, que seja respeitado o seu direito individual. Que não dê dinheiro ao traficante, ampliando seu poder de fogo, gerando mais violência nas ruas. A maior causa da violência no Brasil é a droga, não ela em si, mas sim o tráfico dela. Com a legalização, se o sujeito decidir usar drogas, que seja ele que pague as consequências e não os demais.
Pesquisas revelam que o número de fumantes no país vem decrescendo a cada ano. A tendência de queda no consumo de tabagismo é devido, fundamentalmente, à contra-propaganda ao hábito de fumar e também as restrições em vários lugares.
O nosso país é complexo e esse assunto gera muita polêmica. Obter dados de países europeus onde algumas leis vem mudando em relação aos estupefacentes, como referência, seria inútil. A cultura e mentalidade da sociedade europeia são diferentes da brasileira. Tanto o Brasil, como os demais países das Américas, precisam revisar imediatamente se as leis atuais são efetivas no combate às drogas. Essa guerra foi iniciada há décadas, foram gastos trilhões e trilhões de dólares ao longo desses anos, desde a Argentina até os Estados Unidos. Milhões de vidas foram ceifadas por conta da violência que gera o tráfico. É uma guerra perdida.
Não faço apologia a nenhum tipo de droga e tampouco sou usuário de maconha. Apenas observo que a hipocrisia e a dupla moralidade da sociedade são os principais fatores que impedem de encarar esse verdadeiro problema de forma mais objetiva.
Enquanto não houver a legalização, você que é maconheiro (uso o adjetivo de forma literal sem a intenção pejorativa), plante seu pé de maconha. Utilize sua produção para consumo próprio e deixe de ser cúmplice dos traficantes. Como é um tema difícil até para o próprio governo lidar, faça um boicote ao seu fornecedor. Ele é vítima das circunstâncias e escravo dos grandes senhores.
"On The Road" é um clássico da literatura americana contemporânea. Jack Kerouac escreveu esse romance de uma tirada, entre 2 e 22 de abril de 1951, em apenas um parágrafo. O livro só foi publicado em 1957 e ao longo do tempo tornou-se um épico geracional, considerado como um dos mais influentes do século XX, no mundo.
Com forte teor autobiográfico, a história conta sobre as viagens que o autor fez, acompanhado de amigos (Neal Cassady, William Burroughs, Herbert Huncke, John Clellon Holmes e Allen Ginsberg), pelas estradas dos Estados Unidos e México, entre 1947 e 1950.
O rechaço contra o sistema impoluto e conservador da cultura estadunidense fez com que Jack e seu grupo transgredissem as normas, e encontrassem no sexo livre, nas drogas, na poesia e no jazz, uma identidade mais livre. Kerouac é por direito o pai da geração beat, expressão que influiu de forma direta em todos os movimentos posteriores que questionavam os valores tradicionais, como o hippie, por exemplo. A liberação dos pecados, a liberdade de expressar o desejo sem pudores e a espiritualidade desde a perspectiva oriental, contribuiram para catalisar a liberação da mulher, dos negros e dos homossexuais.
A adaptação para o cinema
A história da adaptação para o cinema poderia ser também outro roteiro de filme. Desde o ano da publicação do livro, o próprio autor tentou levar para a tela grande a história de Sal Paradise e seus amigos, entrando em contato com Marlon Brando, envolvendo posteriormente grandes produtoras, mas nunca houve um acordo. Em 1979, Francis Ford Copolla (um dos principais cineastas do mundo) comprou os direitos e contratou vários roteiristas ao longo do tempo, mas por várias circunstâncias não chegou a sair do papel. O livro que é de uma época relativamente distante e narrado em primeira pessoa é complicado adaptá-lo, o próprio Coppola constata isso.
Nas inúmeras tentativas de produção, nomes como Ethan Hawke, Brad Pitt, Billy Crudup e Colin Farrell chegaram a ser cogitados para interpretarem os protagonistas.
Quando Copolla assistiu o filme de estrada "Diários de Motocicleta", ofereceu a Walter Salles a direção do projeto. O diretor brasileiro aceitou de forma quase imediata. Para familarizar-se com a história, percorreu o trajeto citado no livro e conversou com pessoas que tiveram contato com Keroauc, produzindo assim o documentário "Searching for On the Road" (Em Busca de On the Road).
Uma das exigências de Salles era de que os atores fossem desconhecidos, para garantir a integridade autoral, segundo conta Marcos Strecker no livro "Na Estrada, O Cinema de Walter Salles". Mas com o filme já produzido, vemos que Copolla conseguiu convencê-lo do contrário e chegaram a um acordo equilibrado.
Kristen Stewark, Sam Rilley, Garret Hedlund, Amy Adams, Tom Sturridge, Vigo Mortensen, Terrence Howard, Elisabeth Moss e Alice Braga compõem o elenco, além de outros nomes. O diretor brasileiro contou com José Rivera para a adaptação do roteiro, com quem já havia trabalhado em "Diários de Motocicleta".
Uma produção de 25 milhões de dólares, envolvendo profissionais de vários países, dirigida por um dos melhores diretores do mundo, levará finalmente para o cinema, depois de 45 anos de espera, o livro que revolucionou de forma direta (e indireta) o mundo ocidental como conhecemos hoje.
Estou na expectativa para assistir esse filme. Walter Salles faz poesia com a câmera, tem uma sensibilidade ímpar e um grande talento para expressá-la em seus trabalhos.
No dia 19 de abril, sairá a lista com os filmes que serão apresentados no Festival de Cannes, que acontecerá este ano entre 16 e 27 de maio. Embora ainda não esteja confirmada oficialmente, a primeira apresentação de "On The Road" acontecerá em território francês.
No Brasil, a estreia está prevista para o dia 15 de junho e ainda não está definido o título em português. Provavelmente será "Pé na Estrada" ou "Na Estrada". Estaremos aguardando. Veja abaixo o trailer do filme.
Sérgio Buarque de Holanda, no livro "Raízes do Brasil", publicado em 1936, foi um dos primeiros a analisar a formação cultural do brasileiro. "O Estado não é uma ampliação familiar"_ afirma em uma das frases de sua obra."O homem cordial" foi a expressão usada para referir-se à nossa despreocupação com a ética. Embora a cordialidade é vista como algo positivo, ele a definiu como negativa e isso gerou várias discussões, mas o que o autor pretendia era descrever que a cordialidade, literalmente, é um ato cometido pela emoção e que se opõe à razão. Ocorre no círculo familiar e de amizade e se estende a outros âmbitos sociais.
Essa característica que foi incrustada no dna da nossa sociedade e que foi cunhada como "jeitinho brasileiro" é responsável pelo cenário atual do país. Herança de nossos colonizadores, intensificada pela mistura de culturas, a informalidade tornou-se algo comum para nós brasileiros. Somos avessos à disciplina, não respeitamos regras sociais e não acreditamos nas instituições, porque as mesmas são compostas por nós mesmos.
A emoção e a razão caminham por vias paralelas, dificilmente elas se cruzam. O apelo emocional para resolver qualquer tipo de assunto é inerente à nossa cultura. Somos permissivos e condescendentes com os que sabem nos tocar o coração, e não é muito difícil, porque somos ilustramente cordiais. E isso quase sempre viola a razão.
A corrupção é apenas uma consequência desse comportamento. Estamos acostumados a dar um jeitinho em tudo, inclusive isso é altamente cultuado pela gente. O que leva vantagem, o malandro, o esperto, o que burla as leis para benefício próprio é visto com simpatia.
Há muitos alienados defendendo partidos políticos e outros institutos como se os mesmos não fossem formados por pessoas. Essa paixão é outra manifestação de cordialidade. Não conseguimos ser imparciais o suficiente na hora de defender ou acusar. Normalmente fazemos pela emoção, ignoramos as regras básicas de uma sociedade democrática, porque na verdade nós ainda não as conhecemos.
Toda unanimidade é burra assim como toda generalização. É claro que existe uma parcela da sociedade brasileira que realmente se preocupa com a honestidade e reconhece que o caos perpetuado no país é fruto da conivência com a corrupção. Mas a maior parte desse grupo se limita em expressar apenas com palavras essa indignação. Na verdade, esse descontentamento é tão verdadeiro quanto à forma quadrada do sol. Não nos indignamos o suficiente, na verdade pequenos atos desonestos não são tão terríveis sob a nossa visão. Fomos construídos desta maneira.
O "cafezinho" para o guarda de trânsito não aplicar uma multa. Furar fila. Não devolver o troco demais recebido no caixa do supermercado. O voto no vereador que nos dará um bom emprego. Comprar atestado médico. Consumir produtos roubados. São pequenos gestos que fazem parte do cotidiano do brasileiro comum e que reflete em alta escala, o fisiologismo na classe política. Podemos dizer que no Brasil "a ocasião faz o ladrão" sem medo de ser injustos.
A impunidade pelos crimes cometidos. Afinal os que deveriam punir estão igualmente comprometidos. É só esperar outro "escândalo" aparecer para que o anterior acabe sendo esquecido e assim todo mundo fica em paz. O "jeitinho brasileiro" está presente em tudo. É tudo feito "nas coxas".
Enquanto a nossa mentalidade não mudar, continuaremos driblando dia a dia, as adversidades consequentes dos nossos feitos como forma de sobrevivência, e qualquer passo fora da lei estará sempre justificado no nosso juízo. Afinal, somos inimigos de nós mesmos.
Para mudar o rumo do Brasil é fundamental uma reflexão de autocrítica. O modelo democrático é o ideal para qualquer sociedade, pois garante o direito de igualdade a todos, sem "jeitinho brasileiro". Para defender esse sistema é imprescindível fortalecer os valores básicos de civismo no cidadão comum. O nosso país tem todos os recursos necessários para ser uma grande nação. Romper com a tradição da malandragem parece utópico. Mas como diz o escritor uruguaio, Eduardo Galeano, "a utopia estará sempre fora do nosso alcance, mas ela serve para a gente continuar caminhando..."
Nós brasileiros, somos extremamentes generosos de coração e primitivos na razão. Devemos procurar um equilíbrio saudável para salvar-nos de nós mesmos.
Segundo a pesquisa encomendada ao Ibope Inteligência pelo Instituto Pró-Livro, realizada entre os meses de junho e julho do ano passado, o brasileiro lê em média 4 livros por ano, sendo que 2,1 até o fim (os dados são similares aos dos Estados Unidos, que assim como no Brasil, a Bíblia é o livro mais lido). Na França esse número quase triplica, os franceses leem por volta de 11 livros.
As mulheres leem mais do que os homens na maioria dos países. Podemos considerar que apenas um terço da população brasileira tem o hábito de ler. O restante alega que o alto custo dos livros e a falta de tempo são os motivos pelo desinteresse da leitura. Evidentemente, são razões justas, mas percebemos que o hábito de ler não é uma das prioridades do brasileiro.
A internet, televisão, rádio, jornais, revistas e outros veículos de entretenimento e informação são plataformas importantes e imprescindíveis para a sociedade atual. Mas quando não existiam essas ferramentas, os livros eram os que ajudavam na formação intelectual e culta dos cidadãos.
A facilidade de comunicação nos dias atuais permite a chegada de inúmeras e distintas informações diariamente. Existe uma porcentagem exorbitante de pessoas que não chegam ao aprofundamento de nenhuma delas. Navegam na superficialidade das manchetes, formam juízos sem reflexão e não chegam realmente a pensar.
Estamos programados como robôs. O número de responsabilidades pessoais que assumimos e que temos de cumprir nos conduzem ao final da estrada sem ao menos olharmos as paisagens. Estamos tão ocupados com o nosso próprio mundo que não pensamos, vamos correndo no piloto automático.
A leitura é um ótimo hábito para aprender a pensar. Nos permite conhecimento, amplia nossos critérios críticos de análise e é um ótimo exercício para o cérebro. Uma sociedade que lê é uma sociedade mais culta e menos conivente com as injustiças sociais, porque a capacidade de reflexão nos leva a entender nossos direitos e deveres, princípios básicos para qualquer nação desenvolvida.
Como não existe um fomento real de literatura no Brasil, o brasileiro considera a prática da leitura uma questão menor. O preço caro dos livros também é um fator que impossibilita aos leitores habituais de adquirir mais títulos.
Os livros são alimentos para o desenvolvimento da mente assim como a comida para o corpo.
Parabéns aos que leem, aos que sobrepassam a realidade inóspita à leitura. Ler é destruir o câncer que é a ignorância, mãe de todos os preconceitos.
A polícia investigativa de Sergipe confirmou esta tarde que os
restos mortais encontrados no litoral sul do estado, trata-se realmente do político
Ulysses Silveira Guimarães, falecido em um acidente de helicóptero no
dia 12 de outubro de 1992, juntamente com sua esposa D.Mora, o senador
Severo Gomes e a esposa deste, além do piloto.
Depois de quase vinte anos do acidente, que ocorreu em Angra dos Reis-RJ, as
autoridades haviam encerrado o caso há muito tempo.
No final de novembro de 2011, um garoto de cinco anos, P.D.A, brincando na areia da praia do Saco, encontrou acidentalmente um crânio. Seus
pais chamaram a polícia, que quando vieram, acabaram encontrando o resto
da ossada. O material foi enviado a São Paulo para a pesquisa forense. A polícia acreditava que pertencesse a um turista americano, desaparecido há cinco
anos na região.
Os exames dos laboratórios, em todo o mundo desenvolvido, seguem
normas rígidas, que procuram preservar a precisão dos resultados e a
reprodutibilidade dos testes, que são requisitos fundamentais de
qualquer análise científica. Em São
Paulo, as normas utilizadas são as mesmas dos laboratórios de Ciências
Forenses da Inglaterra, o Forensic Science Service.
Com um banco de dna de familiares de pessoas desaparecidas, os responsáveis pelo processo ficaram surpresos com o resultado.
Os parentes do que fora um dos políticos mais importantes do Brasil receberam a notícia com incredulidade. Os exames foram repetidos com nova coletagem de material de dna, fornecido pela filha, Celina Campello.
O caso continua sob investigação policial, mas a equipe jornalística do programa Fantástico conseguiu informações seguras e precisas e promete levantar muitas suspeitas sobre um assunto que já havia caido no esquecimento da população.
Os restos mortais encontrados no litoral sergipano pertencem realmente a Ulysses Guimarães? Qual seria a explicação para encontrá-los a quase 2000 quilômetros de distância do local do acidente que presuntamente o havia matado?
A mente humana é o objeto mais complexo do mundo. Existe uma diversidade infinita de gosto e comportamento. Há poucos dias fiquei sabendo da produção de diamantes feita a partir de cinzas humanas. Isso já vem acontecendo há alguns anos e está se tornando cada vez mais popular. Parece que eu fui um dos últimos a saber. Então fui pesquisar a respeito e deixo aqui uma síntese das informações que obtive, para alguém que ainda não tenha ouvido falar sobre esse assunto.
A natureza demora milhões de anos para transformar o carbono em diamante, que são formados a 80 e 190 kilômetros abaixo da superfície terrestre, pois é nessas profundidades que existe a pressão e temperatura adequadas. As pedras sobem à superfície com a ajuda dos vulcões.
Pois em 2004, na Suiça, Rinaldo Willy e Weit Brimer patentearam uma técnica (alta pressão e alta temperatura) desenvolvida na Rússia, para fabricar diamantes com as cinzas resultantes da cremação de corpos, que nada mais é que puro carbono, em apenas seis semanas.
A pioneira Algordanza conserva a coloração própria que adquire cada diamante, a cor varia de acordo com os minerais encontrados nas cinzas do defunto. Mas já existem outras empresas que produzem da cor que o cliente solicita.
A partir de 300 a 500 gramas das cinzas restantes do corpo humano (que varia em média entre 2 a 3 quilos) já é possível fabricar um diamante artificial nitidamente incolor.
A indústria de diamante humano está se estendendo pelo mundo, com funerárias que prestam esse tipo de serviço em países como Espanha, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos, Brasil, etc. Em alguns deles, inclusive, essa opção é oferecida por algumas companhias de seguros.
No Brasil, os preços variam entre 8 a 28 mil reais, dependendo do quilate da joia.
Existem diversas formas das pessoas encontrarem consolo com a perda dos seus, e pelo visto, essa vem sendo uma nova via para muitos.
A Constituição Federal estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção de culto e as suas liturgias. Estabelece também a imunidade tributária.
Para abrir uma igreja no Brasil é necessário uma quantia inferior à 500 reais e em menos de 10 dias úteis, você já tem a licença nas mãos e pode abrir as portas para a prática religiosa.
Se for um bom orador e convencer um número expressivo de fiéis, pode abrir novas filiais. Já quando o negócio gerar lucros e decidir construir templos para atrair uma quantidade maior de clientes, é só manter algumas obras de assistência social, que a isenção de pagamentos de impostos continuará vigente.
Templo da IURD em Nova Yorque
O público-alvo é a classe social pobre. Privados de educação de qualidade, a maioria carece de critérios de discernimento e são incapazes de identificar o quanto são utilizados e manipulados. Segundo alguns estudos, a faixa etária destas pessoas é de 41 a 65 anos. O número de jovens entre os 16 e 25 anos também é relevante, este dado se explica pelo fato de terem herdado a crença dos pais.
Edir Macedo é um dos mais bem sucedidos neste ramo. Fundou a Igreja Universal do Reino de Deus há 35 anos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Atualmente tem mais 5 mil templos, 13 milhões de fiéis no Brasil e 8 milhões espalhados em mais de 170 países. Em 1991, catorze anos depois da fundação da primeira igreja, o Bispo comprou a Rede Record, em 1998 a Rede Família e no ano seguinte, a Rede Mulher. Hoje, o grupo Rede Record tem a segunda maior audiência do Brasil e a Record Internacional está presente em mais de 150 países.
Apesar de ter várias denúncias, processos judiciais, escândalos e polêmicas, o passaporte diplomático do grande empresário foi renovado em novembro do ano passado.
Valdemiro Santiago é outro que construiu supostamente um patrimônio importante devido ao mercado da fé. Fundou em 1997 a Igreja Mundial do Poder de Deus, absorvendo membros da IURD, de onde saiu depois de quase vinte anos, após ter problemas com Edir Macedo. Há quatro anos fez parceria com o Grupo Bandeirantes, ocupando o espaço integral da programação da Rede 21, ganhando assim muitos fiéis da igreja do seu mentor.
Vendo seu rebanho diminuindo e o da concorrência aumentando, o bispo tem usado sua rede de televisão para acusar o autodenominado apóstolo Santiago de usar o dízimo em benefício próprio, que por sua vez replica em seu espaço na tevê. Um circo dantesco.
Além dos dois exemplos citados acima, existem muitos outros mais que encontraram no comércio da esperança, uma forma de ganhar dinheiro de forma "lícita".
Se algum religioso chegou até aqui e se sentiu ofendido com minhas palavras, peço desculpas. A ideia não é ferir a sensibilidade de ninguém, mas é difícil não criticar um crime que é feito deliberadamente de forma explícita. Há muitos pecadores nesta história, cada um a sua medida. Uns pecam por ignorância e outros por inteligência, e essa afirmação está isenta totalmente de qualquer julgamento moral.
Léo Granieri, nascido em Santos (litoral paulista), tem 35 anos. Desde pequeno, ele e seus outros dois irmãos foram incentivados pela mãe a aprenderem a tocar algum instrumento musical. Sua progenitora, na juventude, tocava acordeão, cantava em rádios e participava de programas de calouros. O violão foi o primeiro objeto para produzir músicas que ele experimentou, mas a sua paixão realmente foi o piano.
Há 15 anos trabalhando como músico pela noite, foi tecladista de bandas de pagode, axé music e sertanejo. Mas só soltou a voz , quando integrou grupos que tocavam rock, pop music, mpb e músicas dos anos 80. E foi com a Banda Dark Room que, além de cantar vários gêneros, arriscou com o dance music, sem auxílio de samplers ou DJs. Foi um acontecimento na noites da Baixada Santista.
A carreira solo começou depois de sua segunda apresentação no programa Raul Gil, onde interpretou a versão remix de Erasure, "A Little Respect". Essa vitrine serviu para ser convidado por alguns DJs a compor e cantar suas próprias músicas.
Trabalhou em webs rádio como Alternativa Mix, Vibe Hitz e Omega Hitz. Nesta última, ficou um ano e meio e ganhou o prêmio de melhor locutor por votação popular.
Desde o segundo semestre de 2008, quando lançou o single "Close To U", de sua própria autoria, Léo caiu na graça do público amante da house music. Em 2009, outro hit composto por ele, "When Touch Me" ficou em 3º lugar, já no segundo dia de lançamento, entre os singles mais vendidos no site Masterbeat. A partir daí, iniciou sua turnê de shows pelo Brasil. Sua primeira apresentação foi no Festival Pop Gay de Florianópolis (SC), para um público estimado de 60 mil pessoas. Depois disso, as discotecas do país inteiro aclamaram por ele
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When U Touch Me (original vídeo mix)_ VJ TAZO_2009
Depois de "Strange Love", assinou com a gravadora Building Records para o lançamento de "We Gotta Live Forever", com remixes de produtores como Hytraxx, Allan Natal, Tom Hopkins e Junior Dub. Esse trabalho bem sucedido está no primeiro cd da revista G Magazine, na trilha sonora da novela "Corações Feridos", do SBT, também em discos lançados pelas rádios Jovem Pam e Metropolitana.
No ano passado, sua carreira como cantor de house music foi consagrada, com sucessos lançados pela E-Pride Music. Singles como "Jumpin' Jumpin'" e "Say That You Love Me" foram remixados por vários profissionais nacionais e internacionais, como o mexicano José Spinin, o americano Peter Barona, nosso respeitado Rafael Lelis, entre outros. Além desses dois grandes êxitos, que alcançaram o topo da Top Sellers House da Masterbeat, Léo também foi compositor e arranjador vocal da canção "Your Lies", cantada por Natália Damini, outro resultado feliz que ficou em primeiro lugar durante várias semanas no site de vendas da Masterbeat.
"Freak Out" é o seu último trabalho, realizado no final de 2011. Música que já foi remixada por vários produtores e que contribuiu para reafirmar o reconhecimento de Léo Granieri como um dos principais nomes da House Music Brasileira.
1_ Podemos dizer que você se encontrou com
a house music ou continua aberto a outros gêneros?
Levando em conta que podemos transformar quase todas as músicas feitas para a
“HOUSE MUSIC” em versões acústicas, eu posso te falar que, como músico, eu
poderia lançar minhas músicas em outros ritmos. Mesmo porque eu componho na
maioria das vezes no piano ou no violão. Mas a house music é um gênero que me
encanta.Muitas vezes um produtor pega uma música quase morta e a transforma de
uma maneira que vira um HIT. Muitas vezes um remix é melhor do que uma versão pop original, por exemplo.
2_ A internet é uma ferramenta que
globalizou o mundo. Qual a importância dela na sua carreira?
A internet é a responsável pela minha
música chegar até as pessoas e aos DJs que as tocam em várias baladas no Brasil
e em muitos outros países. Recebo mensagens nas minhas redes sociais de vários
lugares, desde o México a Tel Aviv (Israel). Sem internet não existiria nada disso. Já
tive música lançada em CDs de house music em uma grande gravadora chamada
Building Records. Mas que não teve tanta importância quanto o fato da internet
proporcionar uma abertura muito maior, principalmente pra esse tipo de música.
3_ Conta como foi a sensação ao ouvir pela
primeira vez uma música sua em uma discoteca? Quando e onde foi?
A primeira vez que eu ouvi
minha música numa balada eu chorei. Foi WHEN U TOUCH ME, há uns anos atrás e eu
estava com meus amigos em uma balada da região onde eu nasci e moro. O DJ ouviu
a música um dia antes, gostou e pra minha surpresa tocou no dia seguinte. E eu
estava lá. É um sentimento de estar no caminho certo. Sentimento de trabalho
bem feito. É maravilhoso. Não dá pra explicar.
4_ Quais são tuas referências musicais e o
que você escuta quando está em casa?
Adoro músicas com muita melodia.
Principalmente as músicas dos anos 80 que foi onde eu peguei minhas maiores
referências: Michael Jackson, Fred Mercury, Stevie Wonder, George Michael,
entre muitos outros. Dentro da House Music minhas referências estão nos anos 90,
tipo ICE MC, SNAP, HADDAWAY, C&C MUSIC FACTORY, TECHNOTRONIC entre muitas
outras.
5_ Em um contexto geral, tanto no âmbito
profissional como no pessoal, você conta
com o apoio da sua família?
Com certeza. Minha família sempre deu apoio pra fazer o que faço hoje. Lógico
que sempre há aquele medo dos pais que pensam: será que vai dar certo? Mas se a
gente não tentar, nunca saberemos se vai dar certo. Músico não é bem respeitado
no Brasil a não ser que você já tenha sucesso e esteja na midia e ganhando milhões.
No que diz respeito ao lado pessoal, minha mãe fala: Você está feliz? Ótimo. Se
está feliz e não prejudica ninguém é o que importa.
6_ Você é um homem bonito, famoso
principalmente no ambiente LGBT, deve ser muito paquerado. Como lida com o
assédio dos fãs?
Muitas vezes eu acho até engraçado e adoro brincar com a galera. Mesmo porque
não me acho bonito. Me acho muito mais simpático do que bonito. Talvez isso
chame mais atenção (eu acho!.. risos).
7_ Atualmente como está a sua vida
sentimental? É difícil compaginar uma relação séria com a sua carreira?
Estou solteiro e carente (risos). Muitas
pessoas acham que eu sou um “pegador”. Que eu fico com “um” em cada cidade em
que passo. Mas não é assim que as coisas funcionam. Muitas vezes vou do
Aeroporto pro hotel, depois pro show, volto pro hotel e aeroporto novamente!
Essa é a maior realidade. E apesar de estar solteiro não gosto de procurar. Melhor
deixar acontecer naturalmente. Um dia vai aparecer alguém bacana. (risos)
8_ O que opina sobre a militância LGBT? Você abraça essa causa?
Não abraço causa nenhuma. Eu simplesmente
prego, em qualquer lugar em que vou e estou, que todos nós devemos ser o que
somos e exigir respeito, assim como saber respeitar as diferenças também.
Escrevi STRANGE LOVE que diz o seguinte: “É A NATUREZA HUMANA. NÃO PRECISO ME
CRUCIFICAR. EU ME SINTO COMO OUTRA QUALQUER PESSOA.” Acho que todos tem que pensar
dessa forma. Preconceito existe até mesmo entre os gays. Hoje em dia eu vejo as
Paradas Gay muito mais como um evento político e comercial do que uma luta pelo
respeito ao próximo. Mesmo porque a maioria vai pelo fervo. Isso é fato!
9_ Você esteve recentemente na Europa (e
não veio nos visitar em Madri), existe algum plano de sair do Brasil?
Pois é. Não fui até Madri, mas tenho planos de voltar e morar em Londres ainda
este ano, provavelmente no final de maio. Londres é um lugar maravilhoso que dá
muito valor pra quem sabe fazer arte, isso eu pude comprovar de perto. Mas, em
contraponto, lá você tem que ser muito bom, porque é muita gente boa!
10_ Qual é a sua maior ambição e qual é a
sua filosofia de vida?
Sou muito ambicioso. Sonho em ouvir minhas
músicas tocando em rádio aberta de todo o mundo! Em rádio web já toca em vários
países, mas o sonho é chegar em rádio aberta. E minha filosofia de vida? Uma
delas é: FAZER TUDO O QUE ME DÁ PRAZER. SE NÃO PREJUDUCAR NINGUÉM, QUE MAL TEM?
11_ O que considera importante que as
pessoas saibam sobre você?
Essa é uma pergunta difícil. Mas posso
dizer que eu sou o mesmo em qualquer lugar em que estou. Nunca fingi ser outra
pessoa pra poder aparecer. Quem imita ou finge ser o que não é são pessoas sem
personalidade. Eu sou o que eu sou. Eu sou quem eu sou. Léo Granieri com muito
orgulho! (risos) Agora pra saber mais de mim, tem que me conhecer pessoalmente.
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Léo Granieri, é só visitar seu web site oficial:
Até quando, Brasil?
Segundo a descrição do vídeo, a equipe da TV Correio, filial da Rede Record, na Paraíba, flagrou a frieza de uma tentativa de homicídio. O crime aconteceu no
bairro Jardim Veneza, em João Pessoa. Por volta das 01h30 da madrugada
do domingo (18), o repórter Josenildo Gonçalves, foi acionado para
registrar uma tentativa de homicídio.
Rodrigo Ferreira da Silva estava agonizando em busca de socorro. Ele
apresentava marcas de perfurações causadas por arma de fogo. No momento
em que o repórter narrava o sofrimento do jovem, um homem de boné se
aproximou da vítima e efetuou um tiro na cabeça de Rodrigo Ferreira. Na
primeira vez, o revólver falhou, mas na segunda tentativa, o disparo foi
efetuado.
O Samu foi
acionado e fez o socorro da vítima para o Hospital de Emergência e
Trauma de João Pessoa. De acordo com a unidade hospitalar, o rapaz passa
bem e não corre risco de vida.
De acordo com o relatório feito pela ONU, no Brasil foram cometidos 538.324 homicídios em 10 anos
(2000 a 2010). Em 2011 a cifra alcançou a marca dos 50 mil, ou seja,
oficialmente falando foram ceifadas quase 600 mil vidas desde 2000 a
2011. Considerando que muitas vezes, as cidades acabam maquiando os
dados, acredito que esse número poderia superar a 1 milhão, mais que o
dobro da população atual de Santos (litoral paulista).
Não conheço um brasileiro que ande tranquilo pelas ruas, no Brasil. São poucas as pessoas que conheço que nunca foram assaltadas. Reclamamos, mas efetivamente, não fazemos nada além disso. Somos cúmplices dessa situação. Os políticos que administram de forma fraudulenta o nosso dinheiro, foram escolhidos por nós mesmos. Nós que votamos no traficante do bairro para vereador, que elegemos o mesmo prefeito que esteve várias vezes na administração da nossa cidade e que nada fez por ela. Somos nós que nos indignamos com tanta impunidade e subornamos o guarda de trânsito. Nós que enchemos as ruas no carnaval e em todas as festas populares, mas que somos incapazes de sermos muitos o suficiente para chamar a atenção das autoridades, em uma manifestação exigindo segurança, educação, transporte público e saúde de qualidade.
De nada serve ser a sexta potência econômica do mundo, se o cidadão brasileiro está acostumado a viver na miséria.
"Ir
ao teatro é como ir à vida sem nos comprometer." Carlos Drummond de Andrade
Ana Arcuri e Zé Celso
"Desista! Não passe perto!_ é o que aconselha Fernanda Montenegro aos atores que estão começando_Vá fazer qualquer outra coisa, tome distância. Agora se tiver um desasossego, morrer, não conseguir dormir por estar longe disso, aí sim, volte!
A que é considerada a grande dama do teatro brasileiro expressa nessa orientação que ator não é só uma profissão, é um estado de alma. E as dificuldades para exercer esse ofício exige muito mais que talento, é imprescindível ter vocação. E todos sabemos que para viver do teatro, além desses dois elementos fundamentais, é necessário mais dois fatores: dedicação e sorte. Infelizmente vemos muita gente que tem sorte e carece dos outros três adjetivos, lotando espaços e oferecendo nada ao público.
Ainda existe uma parcela da sociedade exigente de bons espetáculos, mas há mais oferta que demanda, e por isso, tantos atores brilhantes acabam desempregados. O que lota teatro nem sempre é a qualidade da obra em si, e sim a quantidade de pessoas conhecidas no elenco. E nem sempre esses pseudo-atores tornaram-se famosos pelo amor à arte, mas sim, pelo oportunismo das circunstâncias.
A história da expressão teatral se confunde com a da humanidade, desde os tempos primórdios. Em todas as culturas, a arte de representar sempre esteve presente, principalmente como manifestação religiosa. Não sabemos exatamente quando e onde começou. Talvez podemos afirmar que o conceito de teatro como conhecemos hoje, tenha surgido em 534 ac, por Tépsis, na Grécia antiga.
Sou amante do teatro desde pequeno e devo a Eluane Fagundes Alves (Lú Fagundes), esse sentimento. Através dele pude conhecer um pouco mais sobre os bastidores deste mundo paralelo. A paixão que ele transmitia ao comentar sobre um bom espetáculo era contagiante, o brilho nos olhos e a alegria no rosto. Fui assistí-lo várias vezes, desde sua época do TPI (Teatro Popular do Itapema) até as impressionantes montagens do grupo Orgone, criado por Renato Di Renzo. Também foi com ele que assisti pela primeira vez uma das melhores peças que já vi na vida, o monólogo "Donana", de Ronaldo Ciambroni. "Donana" me fez rir e chorar. A peça que está em cartaz há mais de 38 anos nos faz refletir sobre o idoso. Apesar do texto ter sido criado há quase 4 décadas, continua sendo muito atual. Não sei se os problemas que as pessoas da terceira idade enfrentam são apenas consequências do que colhemos o que plantamos ou mero descaso da política social brasileira. Talvez sejam as duas coisas. Sinceramente é um tema paradoxo.
Fiz teatro na escola e tentei sorte em um grupo amador. Tinha um pouco de vocação, mas carecia de talento. Acabei descobrindo que o meu papel é o de espectador. É a posição mais fácil e felizmente desfruto ser o que assiste. Não tenho vontade de estar lá no palco, adoro ser o observador. Por isso, respeito e valorizo o trabalho de todos os atores. Sem eles, faltaria brilho no mundo.
A beleza de atuar está presente em cada ator que ama realmente o que faz, é inerente à sua condição de espírito. Se não há amor, não há essência. E se não há essência, não há brilho. E se não há brilho, não há espetáculo.
Quero parabenizar a todos os atores e profissionais ligados ao teatro, aos que admiro, aos que conheço e aos que não pude conhecer ainda. E também aos amantes desse mundo que nos faz viver mil vidas... Ana Arcuri, Lú Fagundes, Ronaldo Ciambroni, Alex Amaral, Graça Berman, Telma Mallet, Blota Filho, Vander de Souza, Gabriel Mendonça, Alexandre Camilo, Gorete Milagres, Luis Fabiano Teixeira, etc...etc...etc...
Em um mundo globalizado, estruturado fundalmentamente pelo capitalismo, países democráticos e desenvolvidos que compõem a União Europeia, que teoricamente fomentam a igualdade de direitos humanos, lutando contra a segregação de etnias, corrompem seus princípios básicos de civilização quando se sentem ameaçados. Talvez seja certo que não existiriam paises ricos se não houvessem países pobres. A ideia de globalização é demagógica neste sentido, porque afinal, quando o calo aperta, cada um protege o próprio pé para poder continuar pisando nos mais fracos.
Afinal o ser humano é territorialista, somos incapazes de olhar além das fronteiras. Não existe altruísmo institucionalizado.
Existe uma previsão de que os EUA, China, Índia e Brasil representarão mais de 60 % da economia mundial em 2050. Os países BRIC´S (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), depois dessa crise mundial, emergem como nações extremadamente atrativas, com um forte potencial.
Considero o vídeo acima o reflexo explícito do que ocorre nos bastidores dos Estados do "Primeiro Mundo". Na entrevista concedida a revista Veja desta semana, Dilma Rousseff reiterou as críticas feitas a União Europeia, quando esteve reunida com a chanceler alemã Angela Merkel. Apesar do editorial raivoso ter considerado o comportamento inadequado, acredito que foi a postura mais apropiada.
“O Brasil está em uma situação agora em que podemos dizer aos países
ricos que não queremos o dinheiro deles. Eu disse isso com toda a
clareza à chanceler Angela Merkel durante minha visita à Alemanha. Aqui
se noticiou que eu estava querendo dar lições à Alemanha. Não foi nada
disso. Eu quis deixar claro que o Brasil não quer mais ser visto como
destinação de capital especulativo ou apenas como mercado consumidor dos
produtos que eles exportam”. (trecho da entrevista publicada na revista VEJA).
No final do ano passado, consegui o texto de um dos comerciais que marcou a minha infância. Era uma propaganda da Sharp, exibida na televisão no começo dos anos noventa. Eu achava incrivelmente maravilhoso e a interpretação feita por um dos maiores artistas brasileiros dos últimos tempos, era, como não podia ser de forma diferente, impecável.
“O meu sonho na vida era ter o poder de ser um
videocassete de mim mesmo. Ter o controle remoto que me permitisse
renascer experiências vividas. Eu poderia voltar no tempo, acelerar,
pular cenas dos próximos capítulos. Parar a imagem num momento que me
tivesse sido glorioso, vivê-lo outra vez. Talvez, eternizar um orgasmo. Eu poderia correr a fita de modo a entrar na percepção do futuro ou recuar para consertar, corrigir, para confirmar. Ah, com esse aparelhinho eu poderia criar o ideal. Ah, o ideal.
O ideal seria que o homem nascesse com 80 anos, fosse ficando mais
moço, mais moço, até morrer de infância. Nascendo com 80 anos, aos 60
ele casaria com uma mulher de 59. Mas com uma vantagem: A cada dia, a
cada semana, a cada mês, a cada ano, ela ia ficando mais nova, mais
nova, até se transformar numa gata de 20. Depois ficariam noivos, namorados. A bicicleta. O velocípede. Desaprendiam a andar, esqueciam como engatinhar, O voador, o cercadinho. Do cercadinho para o berço. As fraldas molhadas. O peito da mãe. Até que, num dia qualquer, pararia de respirar. Seria o tempo correndo para trás até aparecer o último homem: Adão. O último primeiro, a quem Deus colocaria sobre a mão e, em vez de soprar para ele, inspiraria o homem outra vez para dentro de sí mesmo.”
Lembro que minha mãe não gostava muito dele e que não gostava de assistir os seus programas. Mas eu adorava. Achava incrível que a mesma pessoa fosse capaz de interpretar tantas personagens... na minha cabeça eram atores diferentes e duvidava da realidade. Chico Anysio é referência do nosso humor e um dos maiores nomes do cenário artístico do Brasil. A ironia e inteligência são características inerentes ao seu trabalho. Gênios como ele se perpetuam para a história, não morrem nunca.
No âmbito jurídico, a água ainda não é reconhecida como direito fundamental da humanidade pela Constituição Brasileira e tampouco pela ONU.
97% da água do nosso planeta está no mar e não é potável (a dessalinização tem um custo muito elevado); 1,75% é gelo; 1,24% em lençóis subterrâneos; e para toda a população global resta apenas 0,01% da água total na Terra.
O líquido que é fundamental para todos os aspectos da vida vem sendo visto como mercadoria, desde os anos 90. Grandes multinacionais como a Coca-Cola, Pepsi, Danone, Nestlé e grandes empresas de distribuição de água faturam bilhões de dólares anualmente. Muitos países permitem a privatização do serviço de água, onde um bem comum passa a ser cobrado de forma abusiva e que não corresponde a qualidade devida, como acontece por exemplo no Reino Unido.
Ouvimos muitas vezes que a água pode ser o motivo da terceira guerra mundial. Considero que seja improvável essa hipótese, mas não a vejo como impossível. Ocorrem tantas por conta do petróleo, cujo recurso serve principalmente para gerar energia, mesmo sabendo que existem possibilidades de utilizar outras fontes. E a água para o consumo humano? Cientificamente não pode ser substituída por outra coisa.
Por isso devemos usar a água de forma responsável e estar atento às políticas realizadas pelos nossos governantes. Lembro de uma frase da Angela Ro Ro, não estou bem certo onde eu vi essa declaração, ela dizia mais ou menos assim:" Há 20 anos eu dizia que ia faltar água no planeta e que era lésbica, hoje continuo dizendo que vai faltar água e que sou lésbica." E as pessoas prestavam mais atenção à sua orientação sexual que ao problema real em si: a escassez de água para a humanidade.
Portanto é importante a conscientização de que devemos ser prudentes e evitar desperdícios. Morrem mais de 2.500 pessoas no mundo, diariamente, por não ter acesso ao líquido que vem sendo chamado de "ouro azul".