domingo, 27 de março de 2011
Esconderijo
Nesse quarto escuro
Existe um menino assustado
Ele é sozinho
E teme que o mundo encontre o seu cantinho
Entrega ele pra cuidar
Eu sei guardar segredo
Eu sei amar
Não conto pra ninguém
Que esse menino é alguém
De barba e gravata e que esse quarto escuro é sua alma
Esconderijo (Sandy Leah)
Não encerro os artistas em conceitos e tampouco considero menores os que não me despertam simpatia. Sandy tem evoluido na sua carreira e valorizo a sensibilidade dela quando escreve. Quando ouvi "Esconderijo", adorei. A letra expressa a realidade do medo que sente muita gente que reconhecemos como pedante. Acredito que todo pernóstico esconde uma criaturinha assustada e complexada dentro de si.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Os olhos violetas se fecham para sempre
Não posso deixar de registrar minha profunda tristeza pelo falecimento de uma das pessoas mais incríveis dos úlitmos tempos. Além da relevância da carreira artística, Elizabeth Taylor demonstrou ao longo de sua vida, qualidades humanas que carece a maioria dos mortais. Lutou de forma veemente contra a propagação da AIDS e foi uma das maiores ativistas da causa LGBT. Se dez por cento das grandes estrelas tivessem a mesma sensibilidade dessa grande mulher, o mundo seria um lugar mais agradável para se viver.
O cinema perde uma grande estrela. A humanidade perde um pouco da sua própria essência. Goodbye Miss Taylor!
O cinema perde uma grande estrela. A humanidade perde um pouco da sua própria essência. Goodbye Miss Taylor!
quinta-feira, 17 de março de 2011
Brasil: epicentro de assassinatos de pessoas LGBT?
Eu acabei de assinar uma petição pedindo o apoio à Presidente Dilma Roussef para a aprovação da lei Anti-Homofobia que está sendo discutida no Congresso-PL 122. Você sabia que o Brasil registra hoje os maiores indices de violência contra homossexuais e é o numero 1 no mundo em crimes contra travestis e transexuais?
No início deste mês, uma jovem travesti chamada Priscila foi morta à tiros em Belo Horizonte, o mais recente caso de uma onda de crimes perpetuados contra transexuais no país. A violência vem aumentando, mas nós podemos lutar contra.
Você se unirá a nós pedindo à Presidente Dilma Roussef, que tem afirmado que direitos humanos são a prioridade no seu governo, para apoiar a lei Anti-Homofobia? Se a Presidente Rouseff almeja que o Brasil seja visto como o lider dos direitos humanos no cenário mundial, ela precisa trabalhar duro para assegurar que TODOS os brasileiros tenham proteção igual perante a lei. Assista a esse video emocionante sobre a Priscila e assine a petição:
www.allout.org/pt/petition/priscila
terça-feira, 15 de março de 2011
Eu e o Mar
Como o rumor do mar dentro de um búzio
O divino sussurra no universo
Algo emerge: primordial projecto.
Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
As árvores longínquas da floresta
Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Homem livre, o oceano é um espelho fulgente
Vós sois, ambos os dois, discretos tenebrosos;
E há séculos mil, séc'ulos inumeráveis,
Na melancolia de teus olhos
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
O silêncio.
E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte.
(Vinicíus de Moraes)
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar...
O divino sussurra no universo
Algo emerge: primordial projecto.
Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
(Sophia de Mello Breyner e Andresen)
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.
As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?
(Fernando Pessoa)
O Homem e o Mar
Homem livre, o oceano é um espelho fulgente
Que tu sempre hás-de amar. No seu dorso agitado,
Como em puro cristal, contemplas, retratado,
Teu íntimo sentir, teu coração ardente.
Gostas de te banhar na tua própria imagem.
Dás-lhe beijo até, e, às vezes, teus gemidos
Nem sentes, ao escutar os gritos doloridos,
As queixas que ele diz em mística linguagem.
Dás-lhe beijo até, e, às vezes, teus gemidos
Nem sentes, ao escutar os gritos doloridos,
As queixas que ele diz em mística linguagem.
Vós sois, ambos os dois, discretos tenebrosos;
Homem, ninguém sondou teus negros paroxismos,
Ó mar, ninguém conhece os teus fundos abismos;
Os segredos guardais, avaros, receosos!
E há séculos mil, séc'ulos inumeráveis,
Que os dois vos combateis n'uma luta selvagem,
De tal modo gostais n'uma luta selvagem,
Eternos lutador's ó irmãos implacáveis!
(Charles Baudelaire)
Na melancolia de teus olhos
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
Do mar.
Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
O silêncio.
E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte.
(Vinicíus de Moraes)
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar...
domingo, 6 de março de 2011
"El Rastro" de Madri
Todos os domingos e a maioria dos feriados,
abro a janela da sala e observo a maré humana que percorre as ruas do meu
bairro. Moro no centro de Madri onde acontece
a maior feira a céu aberto da Espanha.
Em 1497 foi instalado o primeiro matadouro
municipal neste lugar. O nome “El Rastro” foi concebido devido ao rastro de
sangue deixado pelas reses, que escorria ladeira abaixo para terminar no
Manzanares, principal rio da capital espanhola.
O mercado medieval ao ar livre é um dos
pontos turísticos mais visitados da península ibérica. É impossível classificar
todos os artigos que são comercializados nessa gigante feira do rolo. Quadros,
livros, móveis, objetos de decoração, muitas antiguidades e também novidades. Produtos novos e usados, coisas que a gente
nem sonha que ainda existam ou nem imaginava que existissem. E o que
caracteriza esse tipo de comércio pelo mundo afora, não poderia deixar de ser
igual no “Rastro” madrilense: preço barato. E ainda assim, pechinchar também é
outra característica que não pode faltar.
É na madrugada que os comerciantes começam
a montar suas barracas. A partir das sete da manhã, as pessoas começam a chegar.
“Ribeira dos Curtidores” é a rua principal do mercado, e os quarteirões
paralelos à ela constroem a própria feira em si, onde a maioria dos produtos
são expostos no chão das calçadas, o que não ocorre na “Ribeira”, pois nela as
barracas são “obrigatórias”.
O maior cuidado que o visitante deve ter é o mesmo recomendado em todos os lugares
turísticos do mundo: tomar conta da carteira e da bolsa. Os carteiristas estão
por todas as partes e, apesar do policiamento reforçado, a cada domingo, vários
turistas acabam tendo o desgosto de serem furtados.
O fluxo de gente atinge o seu ápice ao meio
dia e duas horas depois, começa a diminuir gradativamente e, às quatro horas da
tarde, os comerciantes já estão recolhendo suas mercadorias. É nessa hora que
os bares do bairro vizinho, “La Latina”, começam a encher. É o momento para o
aperitivo, descanso e descontração com a família e os amigos.
Além dos eventos dominicais, “El Rastro” é
um bairro conhecido também pelos brechós, sebos e antiquários que funcionam
diariamente. Está localizado no centro
histórico de Madri, onde a cidade foi construída e definida como capital da
corte espanhola.
Quando vier por aqui, tenha o cuidado
especial para programar um domingo por essa região que é a mais castiça, a mais
madrilena.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Javier Bardem, "Biutiful" e "Uonderful"
Embora o Oscar seja considerado o prêmio da
indústria cinematográfica, cujos critérios são questionados constantemente, não
podemos negar a evidência de que qualquer profissional do cinema que seja
indicado a concorrer a estatueta dourada entra no rol da consagração.
Em 2001, Javier Bardem foi indicado ao
Oscar de melhor ator por interpretar o escritor cubano Reinaldo Arenas no filme
“Antes que Anochezca” (Antes do Anoitecer) e a partir disso o seu nome passou a
ser conhecido internacionalmente.
Javier vem de uma família ilustre de
artistas. Sua árvore genealógica está formada por grandes nomes do cinema e do
teatro espanhol. Sua estreia na tela grande foi aos onze anos, com uma pequena
participação em "El poderoso influjo de la Luna" (O Poderoso Influxo da Lua), protagonizada
pela sua mãe, Pilar Bardem. Teve aparições esporádicas em algumas séries de
televisão nos anos oitenta e em 1990 voltou a aparecer no cinema, em “Las
edades de Lulú” (As Idades de Lulú), de Bigas Luna. Trabalhou sob a direção de
Pedro Almodóvar, no ano seguinte, no filme “Tacones Lejanos” (De Salto Alto) e
em 1992 tornou a atuar sob o mando de Bigas Luna, protagonizando com Jordi
Mollá e Penélope Cruz, “Jamón, Jamón” (Presunto, Presunto), filme que os projetaram à fama em esfera nacional, apesar das
críticas.
Trabalhou com os maiores cineastas espanhóis
ao longo de sua carreira e depois de protagonizar a película de Alejandro
Amenábar, “Mar Adentro”, chamou a
atenção de diretores de outros países, pelo seu excelente trabalho.
Sua segunda indicação ao prêmio mais
cobiçado do cinema mundial foi em 2007, por seu papel em “Onde os Fracos Não
Têm Vez”, como ator coadjuvante e conseguiu levá-lo para casa, tornando-se
o primeiro ator espanhol a receber um Oscar.
Para
mim, Javier Bardem é um ator completo e recebo com grande alegria a notícia de
que foi indicado pela terceira vez ao Oscar, pelo seu trabalho em “Biutiful”,
do mexicano Alejandro González Iñárritu . Isso é sinônimo de que sua carreira está
mais que consolidada.
Na vida
pessoal, ele também deve estar muito feliz. Casado com a atriz espanhola mais internacional, Penélope Cruz (também
ganhadora de um Oscar), acabam de ser pais de um menino. Se o primogênito do
casal seguir o caminho dos progenitores, o sobrenome Bardem continuará
brilhando nas telas espanholas e do mundo.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Ofra Haza
A voz de Ofra Haza penetra pelo coração e faz a alma tremer.
Nascida em Tel Aviv, filha de judeus iemenitas, Ofra foi uma das cantoras mais relevantes de Israel.
Em 1974, ganhou um concurso musical de esfera nacional em seu país, quatro anos depois, lançou seu primeiro disco. Em 1983 participou no Festival Eurovisão e ficou em segundo lugar.
Nos anos seguintes, optou por diversificar seu gênero musical, alternando o pop com um estilo mais étnico, cantando em árabe, hebraico e aramaico.
Com a finalidade de alcançar projeção internacional, em 1987, mudou-se para os Estados Unidos, mas não deixou de manter relação estreita com sua terra natal.
No final da década de oitenta, com a música "Im Nin' Alu" (alguns trechos da canção é interpretada em inglês, com sonoridades do Médio Oriente) fez sucesso na Europa, Canadá, Estados Unidos e Japão.
Foi nomeada para os Grammy nos anos noventa. Participou da cerimônia de atribuição do Prêmio Nobel da Paz, em 1994, onde foram ganhadores Yasser Arafat, Shimon Perez e Yitzhak Rabin, por motivo do Acordo de Paz de Oslo.
Em mais de duas décacas de carreira, Ofra nos brindou com uma discografia ampla e eclética. Independente do estilo que cantava, a sua voz foi seu maior instrumento.
No dia 23 de fevereiro de 2000, Ofra Haza perdia a vida em decorrência as complicações associadas ao HIV, embora a família nunca confirmou as circunstâncias de sua morte.
Escutei Ofra Haza por primeira vez quando assisti o filme francês "A Rainha Margot" (com Isabelle Adjani). Quando os créditos da película aparecem, surge a voz dela cantando "Eloi Hai", em hebraico.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Movida Madrileña
“...Segue a movida madrileña
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks...”
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks...”
Na canção “Vaca Profana”, Caetano Veloso
menciona a movida madrileña em uma de suas estrofes e provavelmente, graças a
essa espécie de mosaico cultural em forma de música, é que a maioria dos
brasileiros ouviu falar sobre o assunto por primeira vez.
Na Espanha, os anos sessenta e setenta,
foram vividos todos juntos, nos anos 80. Depois da opressão de uma ditadura de
quase quarenta anos (1939-1975), Madri foi o cenário da grande revolução
cultural que ocorreu naquela época e que logo se espalhou para o resto do país,
em plena fase de transição à democracia. A movida madrileña foi o movimento
punk espanhol.
No dia 09 de fevereiro de 1980, na Escola
de Caminhos da Universidade Politécnica de Madri, vários cantores jovens se
uniram para a realização de um show com a finalidade de homenagear a José
Enrique Cano, o “Canito”, baterista do grupo “Tos” (que logo passou a se chamar
“Los Secretos”), que perdera a vida ao ser atropelado por um carro no reveillón
de 1979. Não eram conscientes de que o evento seria considerado oficialmente,
tempos depois, como o início da “movida”.
Televisionado pela TV estatal espanhola, a apresentação dos grupos
chocou aos que estavam acostumados a um padrão estético mais conservador e os agrediram com a falta de harmonia e qualidade nas canções
apresentadas por músicos inexperientes.
A movida teria acontecido de qualquer
maneira, independente do show daquele dia. Através da música, cinema,
televisão, poesia, fotografia e outras formas de expressões, vários artistas
manifestaram livremente suas ideias e inquietações. Foram seguidos por uma
sociedade que carecia de novidade e criatividade.
O ambiente daquela época era de que tudo
era permitido. A cultura dos bares e discotecas, evidenciou a bohemia e o que
poderia ser considerado extravagante.
Na televisão, o programa “La Edad de Oro”, dirigido
e apresentado por Paloma Chamorro, foi a maior vitrine da movida madrileña e a
jornalista, consequentemente, sua maior musa. Nele, os entrevistados falavam
sobre sua arte sem nenhuma censura. Também declaravam o uso habitual de várias
drogas como estimulantes para a criação. Tudo era possível e divertido.
Pedro Almodóvar foi a maior estrela que surgiu naquela época e
que alcançou projeção internacional e que se mantém até hoje no estrelato. Atuava no teatro e era cantor de rock-punk,
onde se apresentava travestido ao lado de Fábio McNamara. Como diretor, cultuou
o marginal em seus filmes de forma ácida e crítica. Em sua filmografia, não há
nenhum drama sem comédia e nenhuma comédia sem drama. Soube colocar os
holofotes para a realidade do subterrâneo e que para a maioria dos
conservadores e otimistas, era apenas o surrealismo de um jovem desvairado.
A Espanha precisava mudar sua imagem de
careta e reprimida. Necessitva se livrar dos resquícios da mão dura de Franco. Por
isso, toda a transgressão foi respaldada principalmente pela classe política de
esquerda. Queriam mostrar um país democrático, novo e principalmente, moderno.
É difícil sintetizar a importância da
movida. Aqueles anos foram complexos e deixaram de herança uma multipluralidade de tendência e comportamento. É
uma delícia esmiuçar o universo daquela época. No youtube, podemos ver
apresentações de vários grupos musicais, entrevistas, inclusive, os programas
de Paloma Chamorro. Mergulhar no passado recente da Espanha nos ajuda a
entender melhor o seu presente. E constatando a eficiência da teoria de que no
mundo tudo é cíclico, compreendemos a falta atual de grandes novidades por
aqui.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Feliz 2011
É bom começar o ano cheio de emoções. A despedida de Lula do poder e a posse de Dilma Rousseff proporcionaram imagens que entram para a história da nossa política.
Que a primeira presidente eleita saiba dar continuidade aos acertos de Lula e que também possa corrigir as pequenas falhas.
Glückliches Neues Jahr
Nytar
Feliz Año Nuevo
Felicigan Novan Jaron
Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Para Cláudia Wonder, obrigado por tudo!
No dia 26 do mês passado, faleceu, em
decorrência de uma criptococose, a polifacética Cláudia Wonder, uma das pioneiras
na luta pelos Direitos Humanos GLBT no Brasil.
Cantora, compositora, escritora, colunista,
atriz, artista performer e um ser humano cheio de virtudes admiráveis.
Cláudia nasceu em São Paulo, no ano de
1954. Desde pequena, descobriu sua intersexualidade e já na adolescência
começou a frequentar a noite paulista. Fazendo performances de Judy Garland,
Marylin Monroe e de outras divas da
época, rapidamente passou a ser um dos nomes mais importatantes das grandes
casas de espetáculos de transformismo.
Logo partiu para o teatro e cinema,
chegando a substituir Sônia Braga no espetáculo teatral, dirigido por Zé Celso,
“O Homem e o Cavalo”. No cinema, contracenou com atores relevantes, sob a
direção de Carlos Manga, Hector Babenco, Lauro César Muniz, Alfredo Sterhein,
entre outros.
Enquanto nos anos oitenta, os espanhóis
viviam a explosão da “movida madrileña”, Cláudia Wonder protagonizava o que
poderíamos chamar de “movida paulista”. Transgressora e ousada, foi vocalista
do grupo de rock “O Jardim das Delícias” e impactou os espectadores da lendária
Madame Satã, com o show “O vômito do mito”, no qual ela demonstrava que uma
transexual também era capaz de cantar, além de dublar. Foi o grande ícone do
cenário underground daquela época.
Pelo talento e a proposta que oferecia para
a sociedade, deveria ter alcançado a fama na esfera nacional. Mas ao contrário
do que aconteceu aqui na Espanha, depois da ditadura, o Brasil continuou sendo
um país conservador e fechado, incapaz de reconhecer sua arte e ousadia. A
hipocrisia da moralidade e dos bons costumes manteve Cláudia à margem e, no meu
ponto de vista, considero lamentável que sua voz (em todos os sentidos) não
teve o alcance merecido.
As transexuais sofrem uma batalha diária na
grande guerra que é a própria vida para elas. Discriminadas e repudiadas, desde
que acordam até a hora de irem dormir, ousar romper essa norma é um verdadeiro
mérito. Cláudia Wonder foi uma das primeiras a reinvidicar o direito ao
respeito e a igualdade na sociedade.
Enquanto o país lutava pela redemocratização,
ela militava para que as travestis não fossem assassinadas nas ruas. No dia em
que foi anunciada a morte de Tancredo Neves, Cláudia organizou uma passeata,
talvez a primeira no Brasil, protestando pelo tratamento violento que sofriam
os homossexuais e transgêneros. O evento foi ofuscado pela notícia do
falecimento do presidente.
Foi coordenadora do Grupo de Estudos da
Identidade de Gênero, Flor do Asfalto. Trabalhava como monitora de abordagem e
comunicação do Centro de Referência da Diversidade, da cidade de São Paulo, que presta assistência
às pessoas marginalizadas.
Era militante de alma. Lutava pelo que acreditava.
Inteligente e valente. Não aceitava o patamar de inferior e brigou até seus
últimos dias pelas pessoas em situações extremas de vulnerabilidade.
A militância GLBT no Brasil perdeu uma de
suas maiores representantes.
Costumamos admirar o que nos identifica.
Qualquer pessoa que possua qualidades humanas básicas e seja consciente da
realidade injusta em que vivemos, vê na figura de Cláudia, a expressão exata da voz que gritava para os ouvidos surdos dos humanos medíocres.
No documentário “Meu Amigo Cláudia”, de
Dácio Pinheiro, podemos conhecer um pouco sobre sua trajetória artística e
pessoal, sem dúvida, uma grande lição para todos nós.
“Existe um grande preconceito entre os
discriminados. É o gay que não gosta de travesti, é travesti que não gosta de
sapatão. É transexual que não gosta de ser confundida com travesti. É dizer,
tudo isso é gerado pela homofobia internalizada de cada um. No fundo ninguém
quer ser viado, ninguém quer ser sapatão. Todo mundo quer parecer bonitinho e
limpinho.” (Cláudia Wonder).
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Casamento Civil Igualitário
Atualmente no
Brasil não existe nenhum projeto de lei pelo casamento civil e nem
mesmo a miitância LGBT o reivindica oficialmente.
A ABGLT apóia o projeto de de Lei nº 4914/2009 que regulamenta apenas a união estável. Veja no quadro abaixo quais seriam as diferenças entre Casamento Civil e a União Estável.
A ABGLT apóia o projeto de de Lei nº 4914/2009 que regulamenta apenas a união estável. Veja no quadro abaixo quais seriam as diferenças entre Casamento Civil e a União Estável.
Sobre a União Civil, se ela vier a ser implementada no Brasil vai garantir somente os direitos que estiverem expressos na lei,
o único país em que a união civil reconhece os mesmos direitos que o
casamento civil que eu temos conhecimento é o Reino Unido, mas
entendemos que criar um novo instituto a homossexuais seja discriminatório e mesmo no Reino Unido existe luta pra que seja reconhecido o casamento civil.
É necessário saber que:
A Constituição Federal no artigo 226 § 1º diz que:
“O casamento é civil e gratuita a celebração.”
a seguir ela diz:
§ 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
A Constituição reconhece a união entre homem e mulher, mas não proíbe a existência desta mesma união entre pessoas do mesmo sexo.
Não existe igualdade entre cidadãos que não tem todos direitos assegurados.
“O casamento é civil e gratuita a celebração.”
a seguir ela diz:
§ 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
A Constituição reconhece a união entre homem e mulher, mas não proíbe a existência desta mesma união entre pessoas do mesmo sexo.
Não existe igualdade entre cidadãos que não tem todos direitos assegurados.
Fonte: Mix Brasil e Marcelo Gerald
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Falece Enrique Morente
Ontem, dia 13 de dezembro, o flamenco perdeu um dos seus maiores representantes, Enrique Morente.
Natural de Granada, sul da Espanha, o cantor e compositor completaria no próximo dia 25, 68 anos.
No dia 06 deste mês, foi internado às pressas para fazer uma cirurgia de úlcera. No sábado passado entrou em coma profundo e veio falecer na segunda-feira.
Sua morte, de certa forma, repentina, deixou a Espanha consternada. Manifestações de pêsames da classe artística e política rechearam as várias reportagens jornalísticas sobre o acontecimento.
Os fãs do gênero musical que projeta o país ibérico internacionalmente ficam órfãos do homem que soube reiventar o flamenco, dando-lhe elegância e frescor, sem desrespeitar a essência da sua arte.
No passado dia 23 de novembro, Enrique lançou o CD e DVD do show "O barbeiro de Picasso", no qual conta a história de amizade entre o gênio malaguenho e seu barbeiro. O cantor era fã do pintor, pois não foi a primeira vez que usou Pablo Picasso para expressar sua arte. Em 2008, lançou o CD "Pablo de Málaga", onde lia alguns textos e dava musicalidade à obra literária do mestre do cubismo.
No vídeo acima, uma das atuações dele, ao lado da filha, a grandíssima Estrela Morente. Talvez ela seja desconhecida para a maioria dos brasileiros, mas quem assistiu o penúltimo filme de Pedro Almodóvar, "Volver", pôde ouvir sua linda voz, emprestada para o personsagem Raimunda, de Penélope Cruz, cantando o tema principal.
Amanhã, quarta-feira, o corpo de Enrique Morente será enterrado em sua terra natal. Mas sua arte permanecerá eterna.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Ditadura gay?
Não, não queremos uma ditadura gay. Queremos
apenas o final da ditadura da ignorância no nosso país, responsável pelo
preconceito e discriminação contra as minorias.
Os ataques homofóbicos ocorridos nas
últimas semanas que repercutiram na mídia não são casos isolados. Seria impossível
a imprensa relatar as inúmeras agressões que sofrem as pessoas por serem
homossexuais, diariamente. Só quem pertence a este grupo, considerado
minoritário, sabe que a violência faz parte do cotidiano de milhões de gays no
Brasil, seja física, verbal ou psicológica.
Amamentado pelo moralismo religioso, o
brasileiro é, naturalmente machista. O padrão estabelecido é difícil de romper.
Não haveria necessidade da quebra das normas, se essas não marginalizassem e
discriminassem as pessoas que não se encaixam no que foi ditado por um deus, interpretado
a conveniência de cada Igreja.
Lendo as opiniões de leitores, no final de
cada matéria que aborda o assunto, é difícil não se entristecer. Parece
impossível que algum dia, isso terá fim.
Em uma sociedade democrática, os direitos e
deveres devem ser equiparados. Em um país laico, as leis devem garantir os
mesmos, sem interferência das religiões.
A aprovação do PLC 122/2006 (para entender
o projeto de lei, acesse o site https://www.naohomofobia.com.br/home/index.php,
aproveite o ensejo e firme o abaixo-assinado) é imprescindível para dar o
primeiro passo para o fim da homofobia. As pessoas que são incapazes de
respeitar o próximo por lhe parecer diferente, terão que guardar seus complexos
e preconceitos para si mesmas. É inadmissível que qualquer grupo seja inferiorizado constantemente. Para
o Brasil se tornar um país atual e justo, é imprescindível avançar nos direitos
humanos e para que isso aconteça, precisamos de leis que respaldem os mesmos.
Exigir respeito não é querer impor uma ditadura.
Quem afirma isso é ignorante ou canalha.
domingo, 28 de novembro de 2010
Pirilampos
Tive o imenso prazer de assistir a estreia do curta brasileiro-espanhol, Pirilampos, na sexta-feira passada. Com a direção de Alex Amaral, ator brasileiro radicado há mais de dezesseis anos na Espanha, o filme conta com a presença de vários atores amadores que surpreenderam pela boa representação. Entre elas, destaco a atuação de Helber Morais.
Conta a história de alguns amigos que são artistas desconhecidos e que tentam viver de seu trabalho. O guião é sensível e realista. Mostra as mazelas que sofrem as pessoas que tentam sobreviver fazendo o que gostam. O preconceito que sofrem por serem artistas, como se qualquer segmento da arte fosse um trabalho menor. O que equilibra a triste realidade, é a fantasia e a dose exata de otimismo, refletidos nos sorrisos e atitudes das personagens protagonistas.
Vanessa Borhagian é responsável pela música que vocês escutarão, ao ver o trailler do filme, que postei acima. É outra artista talentosa, dona de uma voz suave e marcante.
Alex Amaral participou de vários filmes, séries e obras de teatro aqui na Espanha. Em 2005, foi o primeiro estrangeiro a ganhar o prêmio de melhor ator pela União de Atores de Madri. Atuou ao lado de um dos melhores atores espanhóis, Javier Camara, no filme "La Torre de Suso". Em 2011, poderemos vê-lo no longa The Cold Light of Day, protagonizados por Bruce Willis e Sigourney Weaver.
É muito bom ver grandes artistas trabalhando e desenvolvendo projetos tão bonitos. Essa paixão pelo que fazem é o verdadeiro combustível para continuarem insistindo, mesmo quando são apresentadas tantas adversidades. Artista que é artista, não desiste nunca, porque jamais poderiam fazer outra coisa com tanto amor, jamais poderiam deixar de ser eles mesmos.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Fátima Cleide, a voz das minorias
Transcrevo aqui o discurso da senadora Fátima Cleide (PT-RO), realizado nesta quarta-feira. A relatora do PLC-122/2006 (projeto de lei que criminaliza a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, igualando esta situação à discriminação de etnia, procedência nacional, sexo e gênero), relatou na tribuna do Senado, os casos de violências ocorridos contra homossexuais no último final de semana em São Paulo e Rio de Janeiro.
"Sr Presidente
Senadoras e Senadoras
Venho hoje a essa tribuna falar das coincidências da história de quatro jovens brasileiros: Douglas (19), Luis Alberto (23), Rodrigo (20) e Alexandre (14).
Nenhum deles se conheceu, mas tem seus nomes estampados nos jornais, sites e programas de TV em todo o Brasil pela mesma razão: Vítimas da violência discriminatória e preconceituosa que assola o nosso país.
Douglas Igor Marques Luiz foi baleado no Abdômen no início da madrugada do dia 15 passado. As testemunhas afirmam que o disparo foi efetuado por um militar do exército, que ao afirmar que "odiava" aquela raça, empurrou o jovem, jogando-o no chão, e realizou o disparo. Mais assustador é que o Comando Militar do Forte de Copacabana afirmou que não houve o disparo, sem mesmo dizer que uma investigação mais aprofundada seria feita. Felizmente, Douglas não corre risco de morte, mas seguramente carregará consigo a marca da homofobia em sua vida.
Na madrugada anterior ao acontecimento no Rio de janeiro, Luis Alberto e Rodrigo caminham na Av. Paulista, quando aparecem 5 jovens, sendo 4 adolescentes. Esses começam a ofendê-los com dizeres homofóbicos e em seguida partem para a violência física. Rodrigo consegue escapar, se escondendo numa estação do metrô. Luis Alberto fica a mercê dos cinco agressores, que a chutes e socos quebram duas lâmpadas fluorescentes. Porteiros e seguranças dos prédios próximos socorrem o rapaz e chamam a polícia. Os agressores são detidos. Felizmente, nem Rodrigo nem Luis Alberto correm risco de morte, mas carregarão as marcas de homofobia por suas vidas.
Dia 20 de junho, Alexandre Ivo, sai de casa, em São Gonçalo-RJ, para assistir um dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. Seria a ultima vez que faria isso. Depois de uma briga na casa dos amigos onde assistia a competição, foi perseguido, espancado, abatido por barras de ferro e em seguida enforcado. Os acusados desse horrendo assassinato estavam envolvidos na briga mais cedo e segundo os amigos de Alexandre tudo foi ocasionado pelo discurso homofóbico dos agressores. O julgamento está transcorrendo, dia 07 de dezembro acontecerá uma nova audiência. Infelizmente, Alexandre Ivo, de apenas 14 anos, não sobreviveu. Foi morto pelo preconceito e a discriminação homofóbica que toma conta do Brasil.
Segundo o Grupo Gay da Bahia, apenas em 2010, 170 homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis foram assassinados em nossa pátria por conta da homofobia.
Sr. Presidente, Senadores e Senadoras
Quantos ataques e mortes deverão ocorrer para que aprovemos uma legislação que puna e coíba esses crimes? Quantas famílias deverão ser atingidas por essa barbárie? Até quando assistiremos esse horror?
Venho aqui em nome dos homens e mulheres desse país que acreditam em uma sociedade mais justa e digna, onde não há espaço para qualquer tido de discriminação e preconceito, exigir que as providências cabíveis sejam tomadas e que os agressores sejam punidos. Que o Exército Brasileiro esclareça melhor o ocorrido na pedra do Arpoador. Que justiça seja feita em São Gonçalo e em São Paulo.
Aproveito a oportunidade para convidar os Senadores e a população em geral para participarem da audiência pública sobre o Bullying Homofóbico que realizaremos na Comissão de Educação desta casa.
Quero também, me solidarizar com os três jovens sobreviventes aos ataques, seus familiares e amigos, e em especial a mãe Angélica Ivo que tem sido uma guerreira na luta pela condenação dos assassinos de seu filho.
Por fim, convoco mais uma vez aos Senadores e Senadoras para que façamos um grande esforço para a aprovação do PLC 122 que pretende dentre outros temas, criminalizar a homofobia no Brasil.
Era o que tinha a dizer."
A sociedade brasileira precisa evoluir, para isso é necessário erradicar a ignorância que gera tantos preconceitos, que por sua vez, fomentam o ódio e atentam contra a vida das pessoas que são consideradas secundárias por não fazerem parte de um padrão estabelecido pelas ditaduras religiosas.
Não há ninguém que não tenha alguma característica que seja suscetível a algum tipo de preconceito, no Brasil. Seja pela religião, sexo, sexualidade, classe social, etnia, profissão, etc. É preciso respeitar a diversidade. Em pleno século XXI é inadmissível que pessoas continuem sendo assassinadas e sofrendo ataques por serem simplesmente o que são.
Parabéns, Senadora. É muito bom saber que temos políticos que representam a parte da sociedade que acredita em um país melhor.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Nona
Sua força, construída na marginalidade, nunca arranhou sua sensibilidade e beleza.
A mulher que gostaria de ter sido, talvez escondia a grandeza do seu próprio ser.
Foram inúmeros momentos que vivemos juntos. Apuros. Tristezas. Perigos. Alegrias. Muitas alegrias. Muitas risadas causadas pelo senso de humor ímpar e pela energia que fazia parte da sua essência.
Sinto saudades do carinho, do abraço, da proteção e do respeito. Atitudes que revelavam o sentimento de amizade e admiração recíproca.
Hoje estou triste. Não é fácil lidar com a morte.
Nona, descanse em paz!
sábado, 13 de novembro de 2010
A trilha sonora de "O Teatro dos Anjos"
Muitos amigos e leitores me perguntam qual seria a trilha sonora
perfeita para o livro "O Teatro dos Anjos", caso fosse levado para o
cinema ou televisão. Como sonhar não custa nada, exerço o meu direito
de fazê-lo e compartilho com qualquer pessoa que chegue até aqui.
Quando o escrevi, ouvia constantemente Antony and the Johnsons e Marcelo Camelo, ergo é inevitável não incluir alguma música deles. Poderia citar o motivo de cada uma e até indicar as cenas onde elas se encaixariam perfeitamente, segundo meus critérios, mas prefiro respeitar a livre interpretação de cada um.
Eis aqui, a lista hipotética das canções que ilustrariam algumas imagens da história de Miguel, Gabriel, Rafael, Célia e Joel.
01 - Chuva (Jorge Fernando) interpretada por Mariza.
02 - Hope there's someone (Antony Hegarty) interpretada por Antony and the Johnsons.
03 - Me cuesta tanto olvidarte (José Maria Cano) interpretada por Mecano.
04 - Hay un universo de pequeñas cosas (Alejandro Sanz) intepretada por Alejandro Sanz
05 - Que he dejao de quererte (Camaron) interpretada por Camaron, acompanhado por Paco de Lucia.
06 - Se puder sem medo (Oswaldo Montenegro) interpretada por Oswaldo Montenegro.
07 - Sonhos (Peninha) interpretada por Caetano Veloso.
08 - You are my sister (Antony Hegarty) interpretada por Antony Hegarty e Boy George.
09 - Santa Chuva (Marcelo Camelo) interpretada por Marcelo Camelo.
10 - Mais uma vez (Marisa Monte) interpretada por Marisa Monte.
11 - Right to dream (Mariah Carey) interpretada por Mariah Carey.
12 - Por toda minha vida (Jobim/Vinicius) interpretada por Elis Regina.
13 - Te dejo Madrid (Shakira) intepretada por Shakira.
Quando o escrevi, ouvia constantemente Antony and the Johnsons e Marcelo Camelo, ergo é inevitável não incluir alguma música deles. Poderia citar o motivo de cada uma e até indicar as cenas onde elas se encaixariam perfeitamente, segundo meus critérios, mas prefiro respeitar a livre interpretação de cada um.
Eis aqui, a lista hipotética das canções que ilustrariam algumas imagens da história de Miguel, Gabriel, Rafael, Célia e Joel.
01 - Chuva (Jorge Fernando) interpretada por Mariza.
02 - Hope there's someone (Antony Hegarty) interpretada por Antony and the Johnsons.
03 - Me cuesta tanto olvidarte (José Maria Cano) interpretada por Mecano.
04 - Hay un universo de pequeñas cosas (Alejandro Sanz) intepretada por Alejandro Sanz
05 - Que he dejao de quererte (Camaron) interpretada por Camaron, acompanhado por Paco de Lucia.
06 - Se puder sem medo (Oswaldo Montenegro) interpretada por Oswaldo Montenegro.
07 - Sonhos (Peninha) interpretada por Caetano Veloso.
08 - You are my sister (Antony Hegarty) interpretada por Antony Hegarty e Boy George.
09 - Santa Chuva (Marcelo Camelo) interpretada por Marcelo Camelo.
10 - Mais uma vez (Marisa Monte) interpretada por Marisa Monte.
11 - Right to dream (Mariah Carey) interpretada por Mariah Carey.
12 - Por toda minha vida (Jobim/Vinicius) interpretada por Elis Regina.
13 - Te dejo Madrid (Shakira) intepretada por Shakira.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente do Brasil
Um dia que entra para a história do nosso país. Dia 31 de outubro de 2010, o povo brasileiro elegeu Dilma Rousseff para assumir a presidência da República do Brasil.
Com quase 56 milhões de votos, 12 milhões a frente de seu adversário, o tucano José Serra.
Parabéns ao povo brasileiro. Parabéns à nossa presidente!
domingo, 31 de outubro de 2010
O dia D
E que seja D de Dilma para o nosso país continuar crescendo.
Em menos de 24 horas já teremos o resultado oficial. Saberemos quem irá governar o Brasil nos próximos 4 anos.
Muita torcida para que o povo brasileiro faça a escolha certa!
Em menos de 24 horas já teremos o resultado oficial. Saberemos quem irá governar o Brasil nos próximos 4 anos.
Muita torcida para que o povo brasileiro faça a escolha certa!
Assinar:
Postagens (Atom)




















